Inflação em Angola: O custo de vida está mesmo a baixar?
O que sustenta este cenário?
- Estabilidade cambial: a relativa manutenção do valor do Kwanza (cotado em cerca de 919 AOA/USD) tem sido o principal travão à subida de preços de bens importados.
- Crescimento Real: no 1.º trimestre de 2026, o PIB cresceu 5,3%, impulsionado por um sector não petrolífero (6,2%), com destaque para as comunicações e indústria.
- Ajuste Monetário: o BNA já começou a reduzir a taxa básica de juro (agora em 17%) para estimular a economia.
Embora os números macroeconómicos sejam positivos, o desafio para as famílias ainda é visível. A alimentação ainda representa 56% do cabaz de consumo. Para quem viu o seu poder de compra sofrer uma erosão drástica em 2024 (com perdas reais estimadas em quase 20% para a função pública), o "abrandamento" significa que os preços sobem mais devagar, mas o custo de vida acumulado ainda é elevado.
Estamos num caminho de estabilização técnica sólida, mas a diversificação económica e o reforço do rendimento real das famílias continuam a ser as peças fundamentais para que este "alívio" chegue, de facto, às nossas mesas.
.png)
Comentários